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A Quinta da Azenha é uma unidade turística integrada no Turismo Rural, situada no coração do Douro. A casa remonta ao século XVI, levando a quem a visita a viajar no tempo. Trata-se de uma construção típica da região, tendo como materiais fundamentais o xisto e o granito.
Estrategicamente colocada no cimo dos socalcos, possibilita uma visão magnífica do rio Douro, do comboio que segue para o Pocinho e dos montes verdejantes que inspiram paz e respiram saúde. A Azenha tem aproximadamente 20.000 m2 de área cultivada, contando com 8.300 videiras, 120 oliveiras, 10 figueiras e cerca de 25 árvores de citrinos.

Fundada por Acácio Silveira, seguiram-se-lhe os filhos, que administraram sob a denominação de “Silveiras”. A sumptuosa quinta ainda passou pela gestão do homem mais rico e poderoso da Folgosa (pelo menos naqueles tempos), de seu nome Francisco Carvalho. Seguiu-se-lhe João Ferreira e finalmente a Quinta da Azenha chegou às mãos do actual proprietário, Damião Paiva.
É este empreendedor empresário juntamente com a esposa Luisa Paiva e o filho de ambos, Ruben, que dão a cara por este projecto que muito antes de ser Turismo Rural é sem dúvida alguma “Turismo Familiar”. Isto porque a Azenha e os seus anfitriões propiciam, a quem quer que lá vá, o aconchego de um lar, com todo o serviço personalizado e todos os pratos confecionados com produtos da quinta e de modo caseiro. Enfim, uma estada inesquecível, com o Douro sob pano de fundo.

Na Azenha, para além de se poder deliciar com a rica e variada gastronomia da região, de onde se destaca o cabrito assado (no forno a lenha), o arroz de cabidela (com frangos criados na quinta), o presunto, os variados enchidos, os diversos queijos ou as deliciosas sobremesas, poderá também deleitar-se com alguns dos melhores vinhos de mesa do Douro.
Os poucos quartos à disposição, seis (todos com casa de banho privativa, TV, ar condicionado e mini bar), a pequena sala de estar, a sala de jogos, na qual destacamos o bilhar e a lindíssima cozinha regional (apetrechada de lareira e forno a lenha), tudo foi pensado de maneira a tratar as visitas da melhor forma e com o maior conforto possível. Está pois, perante um quadro onde todo o formalismo se perde e, sem dúvida, sobressai o espírito familiar.
No que concerne aos serviços de refeições, o pequeno almoço está incluído na diária. Quanto ao almoço e jantar, terão que ser encomendados previamente – mas já está projetado um restaurante com vistas para o Douro.
Quem visitar a Quinta da Azenha ficará com certeza ansioso por regressar. Senão for pela tranquilidade, bom serviço e simpatia, será pelas saudades do Dirceu, Pimpão, Borboleta e Chiquinho, os animais de estimação da quinta.

Localização
A Quinta da Azenha situa-se na bonita aldeia duriense de Folgosa, concelho de Armamar, distrito de Viseu. Quem conhecer a cidade do Peso da Régua ou então o Pinhão, não terá qualquer dificuldade em localizar Folgosa e depois a Quinta da Azenha.
A aldeia só passou a pertencer a Armamar depois de 24 de Outubro de 1855. Armamar, concelho conhecido como sendo a capital da maçã, prima também pela riqueza das suas terras e qualidade dos seu produtos. A doçaria tradicional, por um lado e toda um variedade de monumentos por outro, fazem da região um dos ex-libris do Douro.
Folgosa do Douro como também é conhecida, é uma povoação muito antiga: diz-se que foi aforada em 1188 por D. Sancho I e D. Dulce. Reza a história da aldeia de Folgosa que a principal distinção entre os palácios da nobreza portuguesa e as humildes casas e armazéns habitados pelo povo ou pequena burguesia era o facto de os nobres terem os seus solares e os seus paços construidos fundamentalmente à base de grandes blocos de granito, enquanto que a plebe e a burguesia construiam as suas casas aproveitando o xisto proveniente dos socalcos, que foram criados para um melhor aproveitamento das vinhas, bem como, para uma eficaz exposição solar e para acautelar os fenómenos hídricos.
A casa da Quinta da Azenha, curiosamente, é uma mistura dos dois produtos: xisto e granito.

em Refúgios, Revista Turismo & Negócios, Nº 17, Abril/Maio 2005

Damião e Luísa regressaram da Suiça com um sonho: Poder proporcionar os melhores dias a quem se decidisse visitar a terra que tanto amavam. Foi esta a forma como o decidiram fazer, empenhando no projeto toda a paixão, mas também as economias de toda uma vida. Valeu a pena! A casa situa-se à beira do Douro, numa encosta de vinhas que lhe pertencem, projetada e tratada por Damião, que vindimava com o filho Rúben às costas.
Pelo serão, dona Luísa dá sugestões para o almoço do dia seguinte, confecionado mediante a escolha dos hóspedes, mas garantidamente biológico.
Desde o vinho às compotas do pequeno-almoço, tudo é feito dentro daquelas quatro paredes. O despertar na Quinta da Azenha é inesquecível, sendo que todos os quartos estão direcionados para o rio, cujo correr das águas é silenciado pelo cantar dos pássaros e entre-cortado pelos sinos da aldeia. Os proprietários fazem o resto, porque gente boa é assim: deixa saudades. A hora da despedida, com um acenar do Rúben, é dura.

em Viagens, Revista Ego, Nº 19, 31 de Outubro a 6 de Novembro de 2003

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